Uma discussão entre o vereador da oposição, João Prata (PSD), e o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, levou à suspensão temporária da reunião do executivo municipal na tarde da passada sexta feira. O incidente ocorreu após o vereador social-democrata ter criticado o autarca por, alegadamente, não estar atento às intervenções da oposição, ao que Sérgio Costa respondeu afirmando ter a «particularidade de conseguir fazer duas ou três coisas ao mesmo tempo». João Prata afirmou que tem sido recorrente o presidente conversar ou tratar de outros assuntos enquanto os vereadores da oposição usam da palavra. O vereador classificou este comportamento como um «ato de menos boa educação» e um desrespeito pela postura crítica e construtiva da oposição.

A tensão aumentou quando, segundo João Prata, o presidente alterou a voz e, numa «atitude deplorável» e de «falta de educação», abandonou a reunião, levando a maioria do executivo a segui-lo e a sair da sala por alguns minutos.  O Social Democrata comparou a atitude do presidente, à de um «monarca que se julga dono de tudo», tratando os vereadores como «súbditos», e descreveu o episódio como um sintoma de «autoritarismo» e uma «brincadeira de carnaval».

Confrontado com as críticas, o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, optou por uma resposta breve, recusando-se a comentar detalhadamente as afirmações da oposição. O autarca classificou as declarações de João Prata como «criancices» e afirmou que cabe aos cidadãos da Guarda julgar tais intervenções.

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