O Município da enfrenta, desde o passado dia 12 de fevereiro, um «incidente cibernético complexo» que tem condicionado severamente o funcionamento dos serviços municipais. O Presidente da Câmara, Sérgio Costa, descreveu a situação como um desafio à resiliência coletiva e garantiu que a autarquia está a trabalhar em estreita articulação com as autoridades e consultores especializados para restabelecer a normalidade de forma «blindada e definitiva».
Sérgio Costa sublinhou que a segurança dos dados dos munícipes é a prioridade na reposição dos sistemas. Embora o Balcão Único esteja a funcionar, ainda que de forma condicionada, o autarca admitiu que muitos outros serviços permanecem «absolutamente bloqueados». Perante este cenário, o Presidente afirmou tratar-se de um «caso de força maior», assegurando que os prazos dos munícipes serão devidamente salvaguardados perante o atual “apagão informático”.
O assunto foi abordado na reunião de Câmara e a oposição manifestou sérias preocupações. António Monteirinho, vereador do PS, revelou não estar satisfeito com as explicações dadas, considerando «duvidosa» a garantia de que os dados pessoais dos guardenses não foram atingidos. O vereador socialista criticou ainda a falta de esclarecimentos sobre a natureza do ataque, questionando se este se tratou de um vírus ou de um sequestro de informação com pedido de resgate. António Monteirinho defendeu que esta informação deve ser partilhada de forma transparente nas reuniões públicas e não apenas em contactos privados com o Presidente.
Do lado do PSD, a vereadora Alexandra Isidro alertou para a necessidade urgente de alargar os prazos legais de procedimentos de obras e licenciamentos, face aos constrangimentos atuais. A vereadora criticou a escassez de comunicação para o exterior, notando que, desde o dia do incidente, não houve atualizações sobre o ponto de situação para a população, nem sobre quais os serviços que permanecem disponíveis. Alexandra Isidro sugeriu que a autarquia informe os cidadãos de forma clara sobre o que podem ou não resolver online e presencialmente, reconhecendo, contudo, que há informações reservadas que estão a ser articuladas com as entidades competentes. Embora o Presidente tenha oferecido esclarecimentos adicionais à oposição em sede reservada, o PSD insiste que o importante deve ser a informação útil para o cidadão.


