Pedro Nobre, líder da lista B às eleições para a concelhia do PSD da Guarda, anunciou ontem em conferência de imprensa, que a lista não vai ao segundo ato eleitoral, que está marcado para o próximo Sábado. Recorde-se que no dia 28 de fevereiro houve eleições para a concelhia e a votos foram as listas B, de Pedro Nobre e a lista G de Júlio Santos. O ato foi impugnado porque houve uma diferença entre o número de votos e o número de boletins que entraram nas urnas. Ficou então decidido que as eleições seriam no próximo sábado, mas a lista liderada por Pedro Nobre não vai a votos. A principal razão é que o caderno eleitoral foi alterado e tem agora novos militantes. O social democrata defende que o acto deveria ser exactamente igual ao do dia 28 de fevereiro. Em conferência de imprensa, que juntou grande parte dos elementos da lista B, Pedro Nobre não poupou críticas ao Conselho de Jurisdição do Partido, a quem acusa de ter tomado uma decisão de conveniência a pedido de outras figuras.
O até aqui candidato também aponta o dedo à Mesa da Assembleia Distrital do PSD por, entre outros pontos, ter escondido deliberadamente a necessidade de apresentação de novas listas. Posto isto, Pedro Nobre reitera que tomou a decisão de não se candidatar e, dessa forma, boicotar as eleições deste sábado. No encontro com os jornalistas, Pedro Nobre confirmou que a lista recorreu ao Tribunal Constitucional para tentar reverter a decisão do Conselho de Jurisdição Nacional. O social democrata sente que a lista que lidera foi empurrada para fora deste ato eleitoral. No caso de ainda haver uma resposta favorável do Conselho de Jurisdição, no dia de hoje, Pedro Nobre entende que terá de ser encontrada uma nova data para as eleições.


