Os primeiros três meses foram assinalados na última reunião do executivo por visões profundamente contrastantes entre o executivo e a oposição, num balanço que oscila entre o otimismo das obras lançadas e críticas à gestão financeira e democrática.
O Presidente da Câmara, Sérgio Costa, faz uma leitura muito favorável do caminho percorrido até agora. Segundo o autarca, o trabalho realizado nestes três meses, por si só, já validaria o mandato e sublinha que o executivo está a cumprir o programa eleitoral em áreas vitais como a habitação, atração de investimento, mobilidade, educação e ação social.
Uma perspetiva diferente é apresentada pelo vereador do PS, António Monteirinho, que descreve estes primeiros 100 dias como um período de instabilidade, marcado por um “apagão informático” e investigações em curso. O vereador alerta para o impacto direto no bolso dos cidadãos, prevendo um aumento de cerca de 10% na fatura da água e alerta que a atual situação financeira vai impor austeridade aos munícipes.
Do lado do PSD, o vereador João Prata critica o que chama a uma governação de «intenções e de anúncios» que ainda não saíram do papel. Além da falta de concretização, o vereador aponta falhas na vivência democrática dentro da autarquia.
Confrontado com estas críticas, Sérgio Costa reagiu classificando as declarações da oposição como «frases feitas» e desprovidas de argumentos concretos. O Presidente da Câmara lamenta que a oposição não se associe aos sucessos do executivo e apela a uma melhoria na performance dos vereadores do PS e PSD, instando-os a contribuir para o bem público da Guarda em vez de manterem uma postura de crítica constante.
No balanço dos 100 dias do executivo da Câmara da Guarda a maioria e a oposição manifestaram visões completamente antagónicas.


