A recém-eleita presidente da Concelhia do Partido Socialista (PS) da Guarda, já traçou as linhas mestras do seu mandato, centradas na renovação interna e na construção de uma alternativa política sólida para o concelho. A nova líder estabeleceu três grandes prioridades para o seu mandato, começando pelo fortalecimento do partido através da angariação de novos militantes. Diana Santos pretende abrir o PS à sociedade civil, promovendo debates e espaços de reflexão que permitam atrair, nomeadamente, as camadas mais jovens. O objetivo central é restabelecer o vínculo com a população, apresentando o PS como um partido confiável e uma alternativa credível à atual governação.
Para consolidar esta visão, a presidente anunciou a criação da Comissão de Acompanhamento Concelhia, um órgão destinado ao diálogo com os quadros mais antigos do partido para uma reflexão estratégica conjunta. Paralelamente, serão lançados os “Encontros Fernando Cabral” com o foco na ética de fazer política.
Relativamente às divisões internas resultantes do processo eleitoral, Diana Santos foi perentória ao afirmar que, terminadas as eleições conta com todos durante todo o seu mandato. A nível institucional, a nova direção pretende manter uma proximidade estreita com as estruturas do PS local e nacional.
Com o olhar posto no futuro, a presidente da Concelhia defende que a preparação para as próximas eleições autárquicas deve começar de imediato. A estratégia passa por definir primeiro o projeto para o concelho, para depois encontrar um candidato forte. Finalmente, Diana Santos teceu duras críticas à atual gestão municipal liderada por Sérgio Costa, descrevendo-a como uma «gestão à deriva» e sem orientação estratégica. Para a líder socialista, o problema não reside nas equipas, que já foram alteradas, mas sim na liderança.


