A ULS da Guarda solicitou a abertura de 27 vagas para médicos de Medicina Geral e Familiar, distribuídas por toda a rede de cuidados de saúde primários. A revelação foi feita à Rádio F, por António Luís Serra, diretor dos cuidados de saúde primários da ULS da Guarda, onde referiu que estas vagas foram distribuídas pelas UCSP´s à exceção da USF da “A Ribeirinha”, onde nesta altura não é comportável ter mais médicos. Já para a especialidade de Saúde Publica foram solicitadas duas vagas.
O diretor dos cuidados de saúde primários da ULS da Guarda reconhece que o mais importante do que abrir as vagas, é que as mesmas sejam preenchidas. António Luís Serra diz aguardar serenamente o mapa final de vagas atribuídas ao ACES da Guarda. O médico diz que o Conselho de Administração da ULS da Guarda está a fazer tudo o que está legalmente ao seu alcance para cativar novos médicos e manter os que já estão por cá. António Luís Serra pede também ao poder local que crie medidas que permitam fixar numa fase inicial novos médicos.
Já nas chamadas vagas para zonas carenciadas, onde estão previstos incentivos financeiros, o ACES da Guarda foi contemplado com cinco, o segundo maior número a nível nacional, com a abertura de duas vagas para a Guarda e uma para Pinhel, Seia e Trancoso. António Luís Serra não esconde a preocupação que tem pela falta de médicos de medicina geral e familiar na ULS da Guarda e diz que a situação poderá agudizar-se nos próximos dois anos, com a perspectiva de aposentação de cerca de três dezenas destes clínicos.


