Em declarações à Rádio F o dirigente sindical Honorato Robalo denunciou o que considera ser uma opção política e ideológica que coloca em causa o Serviço Nacional de Saúde (SNS). O dirigente recordou que esta intenção de transferir hospitais públicos para as Misericórdias não é nova, remontando ao período da “troika” em 2013, sob o governo PSD/CDS. Robalo criticou ainda a “conivência” de governos posteriores, referindo que o Partido Socialista, não revogou a legislação que permite esta alienação do património público.
A importância estratégica da unidade foi um dos pontos centrais da intervenção do dirigente. Segundo Robalo, o hospital possui valências fundamentais no distrito da Guarda. Além disso, o hospital assegura um serviço de urgência básico que atende utentes não só de Seia, mas também de municípios. O dirigente do SEP reafirmou que o sindicato não aceita qualquer concessão do HNSA à Santa Casa da Misericórdia de Seia, defendendo que o Estado deve ser o prestador central e a “espinha dorsal” do SNS.
Baseando-se em experiências anteriores, Honorato Robalo alertou que a alienação de unidades públicas resulta invariavelmente na perda de direitos de acessibilidade para os utentes e na precarização dos direitos dos trabalhadores.

