O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses promoveu uma manifestação contra a precaridade e discriminação laboral na ULS da Guarda

Os contratos precários e as descriminações foram palavras de ordem ou frases escritas em cartazes na manifestação do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, que decorreu junto ao serviço de urgência do Hospital Sousa Martins, na Guarda.

O SEP defende que os profissionais estão descontentes e exaustos e que o Governo está a tomar medidas que põe em causa a integridade da resposta pública do Serviço Nacional de Saúde no distrito da Guarda. O sindicalista, Honorato Robalo refere que jovens enfermeiros que foram contratados no início da pandemia, há mais de um ano, continuam com contratos precários e que 20 enfermeiros da ULS da Guarda têm contrato de substituição muitos dos quais há mais de três anos e exercem serviço permanente. Honorato Robalo acrescenta que há descriminações ao nível dos salários dos enfermeiros. O sindicalista refere ainda que na ULS da Guarda há 20 enfermeiros com contratos de substituição e que o Governo tem de encontrar uma solução para estes profissionais de saúde, como por exemplo um contrato por tempo indeterminado.

Honorato Robalo explicou ainda que há enfermeiros que ainda não gozaram o período de férias do ano passado e vão ter de o fazer este ano e que há horas extra que não foram pagas. Acresce a isto que há serviços, como a hospitalização domiciliária e a Unidade de Cuidados Intermédios de Medicina que não abriram por falta de enfermeiros.

Honorato Robalo adianta ainda que aguarda confirmação para uma reunião com o Conselho de Administração da ULSG para falar destes e outros assuntos.