O encontro reuniu os parceiros portugueses — NERGA, Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e Município da Guarda — e contou com a presença de Virgínia Carrera, representante da Universidade de Salamanca (USAL), entidade que lidera o consórcio.
De acordo com Teresa Paiva, responsável pelo projeto do lado português através do Politécnico da Guarda, a iniciativa nasceu da necessidade urgente de analisar o aumento do trabalho migrante em ambos os países. A professora do IPG destaca que, nas regiões de fronteira, faltam dados concretos sobre as tipologias de exploração existentes, especialmente em setores como a agricultura, o turismo e restauração, e a área da beleza e cosmética.
O projeto está estruturado em quatro missões principais que visam diagnosticar a realidade local, identificar situações de abuso, sensibilizar tanto as mulheres como as empresas e, por fim, oferecer opções de autoemprego como uma alternativa digna para estas trabalhadoras.
Teresa Paiva sublinhou que a eficácia da intervenção depende de uma forte estratégia de trabalho em rede. Nesse sentido, o projeto tem procurado estabelecer protocolos de cooperação com entidades como o Instituto de Emprego, a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).
Aproveitando a reunião do Conselho Local de Ação Social (CLAS), a equipa do EDIMET apresentou também os objetivos do projeto aos parceiros locais para potenciar sinergias institucionais e garantir uma resposta social integrada.
Cofinanciado pelo programa Interreg Espanha–Portugal (POCTEP), o consórcio EDIMET integra, além das instituições académicas e municipais da Guarda e de Salamanca, entidades como as Cáritas Diocesanas de Salamanca e Ciudad Rodrigo, a Diputación de Salamanca e a cooperativa PorSiete. O Politécnico da Guarda assume a coordenação técnica das ações em território nacional, assegurando que as estratégias de inclusão social e dignidade laboral cheguem de forma eficaz às comunidades migrantes da Beira e Serra da Estrela.


