Este é um problema estrutural a nível nacional e que afeta milhares de portugueses no acesso a médico de família. Na região o diretor clínico para os cuidados de saúde primários da ULS da Guarda, António Luís Serra, afirma que tudo tem sido feito para atrair mais médicos para região, referindo que nos últimos dois anos o saldo é positivo, houve a entrada de dezanove médicos de família e a saída de apenas dois. No entanto há constrangimentos a médio prazo que estão a preocupar o diretor clínico, nomeadamente em Manteigas, Figueira do Castelo Rodrigo, Trancoso e Sabugal, onde há médicos que previsivelmente vão passar à aposentação. Mas para já, a situação está estabilizada, sublinhou António Luís Serra. O médico revelou ainda que na área de abrangência da ULSG existem 5000 utentes sem médico de família, dos quais, 3000 são do concelho da Guarda.


