Por Matos Godinho, Diretor do Serviço de Anestesia da ULS da Guarda

«Chegou ao meu conhecimento o conteúdo da entrevista concedida a essa estação de rádio pelo Sr. Director do Serviço de Cirurgia Geral da Unidade Local de Saúde da Guarda no âmbito do programa “Bilateral”. 

Posteriormente foi dado destaque à entrevista no site da rádio com recurso ao título “O Director do Serviço de Cirurgia, diz que a falta de anestesistas no hospital da Guarda, tem sido o principal entrave na retoma da atividade cirúrgica programada no Sousa Martins“. Não obstante a crónica falta de médicos de diferentes especialidades na ULS da Guarda (de que a anestesiologia não é excepção), não posso deixar de informar V. Exa. do seguinte:

Se o Sr. Director do Serviço de Cirurgia Geral da ULS da Guarda diz que a falta de anestesistas no hospital da Guarda tem sido o principal entrave à retoma da actividade cirúrgica programada, diz mal. 

Abstenho-me de tecer aqui considerações relativamente às verdadeiras e variadas causas da diminuição da produção cirúrgica global na ULS da Guarda uma vez que são questões do foro interno da instituição. 

De facto, apenas por lapso, por um grosseiro erro de perspectiva relativamente à realidade hospitalar ou por outros motivos que não consigo identificar, se pode atribuir a dificuldade de retomar os ritmos cirúrgicos anteriores à pandemia à falta de anestesistas.

Deixo aqui a correcção relativamente ao que foi dito, na expectativa de que à mesma seja dado destaque igual ao da entrevista do Sr. Director do Serviço de Cirurgia Geral da ULS da Guarda.»

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