O vereador do PSD, João Prata, defende debates públicos e trouxe novamente à discussão dois temas que considera cruciais: o traçado das linhas de muito alta tensão destinadas ao transporte de energia elétrica a partir de fontes renováveis (integradas num projeto europeu) e a viabilização de uma unidade de biometano em Avelãs de Ambom. Embora a autarquia já tenha emitido pareceres sobre estas matérias, o social democrata defendeu que seria benéfico promover debates públicos com os cidadãos, para que «não se criem antagonismos com a população».
A reação do presidente da autarquia não se fez esperar. Relativamente à unidade de biometano, Sérgio Costa rejeitou as críticas e acusou João Prata de querer «lançar confusão e dúvidas na opinião pública e de forma injustificada».
O autarca esclareceu que a Assembleia Municipal votou apenas um parecer positivo de intenção e que o projeto ainda está numa fase inicial e sublinhou, que é o próprio Governo da República (liderado pelo partido do vereador do PSD) que lançará os procedimentos de participação pública a seu tempo. Sérgio Costa garantiu ainda que o executivo camarário não dispõe de mais informações além das que já são públicas.
O presidente da Câmara também contestou a abordagem de João Prata sobre as linhas de transporte de energia, acusando o vereador de «confundir as coisas de forma mais ou menos deliberada». Sérgio Costa explicou que o assunto em causa se refere às “zonas de aceleração” de energias renováveis definidas pelo Governo Central. Sérgio Costa frisou que a autarquia não se opõe ao desenvolvimento de projetos solares e eólicos, desde que sejam instalados nos locais mais adequados e não em terrenos agrícolas aráveis e apontou como exemplo o parque solar em desenvolvimento na freguesia de João Antão, localizado numa «zona totalmente inóspita que não prejudica ninguém.»


