A Câmara Municipal da Guarda reagiu oficialmente, ao inicio da noite, às buscas realizadas pela Polícia Judiciária (PJ) nas suas instalações e na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL). Em comunicado, a autarquia confirmou que os inspetores do Departamento de Investigação Criminal da Guarda estiveram nos locais para recolher documentação, assegurando que foram entregues todos os elementos solicitados.
O executivo municipal manifestou a sua “total disponibilidade” para colaborar com as autoridades no âmbito deste processo, reforçando o seu compromisso institucional com a transparência e o cumprimento da legalidade.
A operação policial insere-se num inquérito que investiga crimes de participação económica em negócio e prevaricação de titular de cargo político. De acordo com o comunicado da PJ, a investigação visa o órgão executivo eleito no mandato anterior.
As autoridades suspeitam da exclusão de formalismos legais na contratação pública de eventos, o que alegadamente terá servido para favorecer sistematicamente as mesmas empresas. Além das buscas nos serviços municipais da Guarda, a PJ estendeu a operação a três empresas situadas no norte do país, tendo recolhido provas que serão agora analisadas e juntas à investigação.


