A diretora ada Urgência do Hospital da Guarda considera que a folha afixada na porta das urgências pelo chefe de equipa, a dar conta da recusa de entrada de doentes não críticos durante a noite não se justificava e considera esse aviso «apócrifo»

Adelaide Campos reage assim à folha afixada por volta das 20 horas de ontem na entrada da urgência geral pelo chefe de equipa, mas reconhece que houve a falta de dois médicos que estavam previstos em escala. A médica diz que não lhe cabe a ela tirar qualquer consequência da colocação desse papel na porta da urgência. Adelaide Campos garante que durante a noite houve médicos para assegurar a urgência do Hospital da Guarda, apesar de admitir trabalho reforçado para os restantes colegas da escala. A diretora do serviço admite constrangimentos, mas acredita que a melhor solução não passe por impedir a admissão de doentes não emergentes. Quanto ao signatário do papel afixado, Adelaide Campos diz que o mesmo já havia pedido a demissão do cargo de chefe de equipa, mas salienta, que as pessoas, «são precisas quando há estados críticos». Adelaide Campos no entanto admite que houve atrasos na observação de doentes durante a noite e também adiantou que houve abandonos de alguns utentes durante a madrugada, mas realça que a situação está a ser ultrapassada e tende a normalizar.

A diretora da urgência admite que a elevada procura da urgência geral por doentes não urgentes deve-se também encontram há falta de resposta nos cuidados de saúde primários.