A Câmara Municipal da Guarda aprovou, por unanimidade, em reunião de executivo, a constituição e implementação do Conselho Municipal da Saúde da Guarda. Este novo órgão consultivo visa criar um fórum de discussão para as questões da saúde no concelho, envolvendo diversas entidades do setor. O Presidente da Câmara, Sérgio Costa, classificou a iniciativa como “mais um passo importante” para o município. Embora tenha ressalvado que a autarquia não detém, nem pretende ter para já, competências diretas na prestação de cuidados de saúde, sublinhou a necessidade de um espaço onde todos os responsáveis possam debater temas preocupantes, como os cuidados primários, os cuidados continuados e até por exemplo o encerramento de quatro extensões de saúde no concelho.
João Prata, vereador do PSD, manifestou o seu apoio à medida, mas defendeu que o conselho deve ir “um pouco mais além” do que o estritamente determinado pela lei. O vereador sugeriu o envolvimento ativo de farmacêuticos, médicos, enfermeiros e outros técnicos de saúde, defendendo que este órgão deve ser o motor para o desenho de um futuro Plano Municipal de Saúde.
Pelo lado do PS, o vereador António Monteirinho apresentou uma nota de análise técnica, referindo que a lógica deste conselho se destinaria originalmente a regiões onde os cuidados hospitalares e primários estavam separados, ao contrário da Guarda, onde já existia uma integração de longa data na Unidade Local de Saúde (ULS).
Apesar desta observação sobre a “lógica” do modelo face à realidade local, o socialista votou a favor, reconhecendo que o conselho representa um compromisso legal e pode dar um aporte positivo para aquilo que é a saúde da região.
Em resposta às observações da oposição, o presidente da Câmara reforçou que o conselho servirá para “ajudar a desenhar as políticas de saúde do concelho” e para tomar posições públicas, se necessário. Sérgio Costa explicou que este órgão consultivo deverá contar com os diversos agentes ligado à área da saúde.


