A Universidade Politécnica da Guarda (UPG) garantiu a colocação de 372 novos estudantes na primeira fase, superando a média de crescimento nacional. Contudo, o reitor Joaquim Brigas adverte que os números não apagam os desafios do interior e volta a criticar a política governamental de vagas, que acentua a concentração no litoral. Apesar do balanço local positivo, o reitor relembrou o descontentamento geral com as políticas nacionais de distribuição de vagas. Joaquim Brigas referiu que o aumento transversal de 5% nas vagas a concurso a nível nacional gerou apreensão imediata assim que a decisão política foi tomada no final do ano passado. Os resultados finais da colocação de estudantes acabaram por confirmar os piores receios partilhados pelas instituições do interior, diz Joaquim Brigas. Como havia sido previsto pela UPG e pelos órgãos regionais, a medida resultou numa maior concentração de colocações nas grandes cidades e nos centros urbanos do litoral.
Por cá, a Universidade Politécnica da Guarda registou um crescimento de 33,8% no preenchimento de vagas na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, em comparação com o ano anterior. Este aumento traduz-se na entrada de mais 94 novos estudantes na instituição.
Este desempenho coloca a UPG significativamente acima da média do sistema de ensino politécnico nacional, que registou um crescimento global na ordem dos 20%.
Para Joaquim Brigas, a escolha de um número acrescido de candidatos pela agora designada Universidade Politécnica da Guarda representa um claro sinal de confiança no projeto académico da instituição. Todavia, o Reitor sublinha que este aumento de procura “não apaga os desafios estruturais” que afetam os territórios de baixa densidade De forma a responder a estes desafios, a UPG assume o compromisso de continuar a apostar fortemente no reforço da investigação científica, na elevação da qualidade do ensino, numa ligação ainda mais profunda com a sociedade e com o território, e continuar a reforçar a internacionalização.


