União de Sindicatos da Guarda fala em abusos do Lay-Off e teme que a taxa de desemprego na região possa triplicar com o efeito da pandemia

A CGTP anunciou, em conferência de imprensa, que é urgente defender os salários e os empregos dos trabalhadores.

O sindicalista, José Pedro Branquinho justificou que, no distrito da Guarda, há entre 4 a 6 mil pessoas que perderam o salário e antevê que a taxa de desemprego possa triplicar como efeito da pandemia Covid-19, acrescentando também que as micro e pequenas empresas passam por dificuldades. José Pedro Branquinho criticou ainda o facto de haver falta de equipamentos aos profissionais de saúde e também nos bombeiros e nos lares. O sindicalista diz ainda que houve abusos como a sobrecarga de horas a vários trabalhadores e situações de lay-off sem justificação. O sindicalista diz que só na Guarda entraram mais de mil pedidos de lay-off, nos quais 95 por cento são de pequenas e médias empresas. Em relação às multinacionais, José Pedro Branquinho destacou a DURA e a Coficab e refere que são necessários apoios estatais. José Pedro Branquinho adianta que há bares, cafés e restaurantes que podem não reabrir, o que coloca no desemprego centenas de pessoas. O coordenador dos sindicatos afectos à CGTP defende ainda que os profissionais de saúde que estiveram na linha da frente deveriam ser valorizados pelo estado.

Já o sindicalista, José Geraldes, mais afecto ao sindicato do comércio e serviços reforçou que, nos primeiros meses da pandemia, houve abusos em relação aos horários dos trabalhadores, dando como exemplo o hipermercado Pingo Doce, onde os funcionários trabalharam 9 horas durante 14 dias consecutivos.