Presidente do IPG recusa-se a assinar o acordo, para instituições de ensino superior que se encontram em desequilíbrio financeiro

O Presidente do Instituto Politécnico da Guarda, Constantino Rei recusa-se a assinar o acordo que o governo propôs às instituições de ensino superior que se encontram em desequilíbrio financeiro. O documento permite que as universidades e politécnicos com problemas de dinheiro, possam recorrer às instituições que tenham um saldo positivo.

O Ministério da Educação, adianta no entanto que ao ser contraído um empréstimo, a verba terá que ser devolvida no prazo de três anos. Caso não seja cumprida essa medida, o politécnico ou a universidade que pediu dinheiro a outra instituição de ensino superior, será penalizada. Ou seja, irá ter um corte orçamental, por parte do governo. Esta proposta apanhou de surpresa sobretudo os Institutos Politécnicos, que já se manifestaram a uma só voz, contra o Ministro da Tutela.

Segundo o Presidente do IPG, esta proposta iria colocar os politécnicos uns contra os outros, e reflete alguma desorientação por parte do Ministro da Ciência e Ensino Superior. Constantino Rei diz que a medida do governo apresentada aos politécnicos, para ultrapassarem as dificuldades financeiras é uma aberração, para além de não ter qualquer enquadramento legal.

Nas declarações que prestou à Rádio F, o Presidente do IPG, acrescentou ainda que os politécnicos já reuniram no sentido de contestarem a proposta do governo e apresentaram algumas sugestões.

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