Sindicato dos Professores da Região Centro, vê com bons olhos o corte por parte do estado ao ensino privado

O Outeiro de S. Miguel, na Guarda, o colégio do Soito, no concelho do Sabugal e a Escola Evaristo Nogueira em Seia, são as três escolas privadas do distrito, que vão ser afetadas pela nova medida do Ministério da Educação, que já anunciou que não vai autorizar novos contratos de associação para turmas do 5º, 7º e 10º anos de colégios privados. A nova regra que vai entrar já em vigor no próximo ano letivo provocou a contestação dos colégios, mas por parte do sindicato dos Professores da Região Centro a ideia do governo é vista com bons olhos.

Sofia Monteiro, delegada do sindicato na Guarda, considera que os colégios privados foram sempre beneficiados em relação às escolas públicas como por exemplo ao nível de equipamentos. Quanto ao futuro dos professores que leccionam nas escolas privadas, Sofia Monteiro considera que as direções dos colégios estão a dramatizar a situação. A Sindicalista não acredita que os docentes sejam despedidos e caso venha a acontecer serão colocados nas escolas públicas. A delegada distrital do sindicatos dos professores da região centro, lembrou o caso do colégio de Manteigas, em que após a insolvência os alunos foram integrados na escola publica daquela vila.

O governo não vai autorizar novos contratos de associação para novas turmas, o que implica uma redução de verbas. O Sindicato aplaude a ideia, uma vez que considera que as escolas públicas estiveram sempre em desvantagem em relação às privadas. No distrito da Guarda são três as escolas privadas, que vão ver o orçamento mais reduzido.

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