professores começam hoje uma nova greve às avaliações com a contagem integral do tempo de serviço congelado como “questão central”, alertando o Governo que sem respostas esta não será uma paralisação só de um dia ou de uma semana.

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, já alertou que esta greve já tem pré-avisos para um mês, acrescentando que o Governo tem de reconhecer que não pode apagar aos professores o tempo em que estiveram a trabalhar. A greve às avaliações tem por objetivo paralisar as reuniões de conselho de turma, que precisam da presença de todos os docentes para que se realizem e as notas dos alunos possam ser lançadas, bastando uma ausência para que o encontro tenha que ser reagendado.
Apesar de hoje ser dia de exame nacional para o ensino secundário, com a prova de Filosofia marcada para as 09:30, os sindicatos acreditam que sobretudo na parte da tarde praticamente todas as reuniões de avaliação irão ser afetadas, porque a indignação dos professores é muito grande. A criação de um regime especial de aposentação, horários de trabalho de 35 horas e a resolução do “problema grave” de precariedade que também afeta os professores estão na lista de reivindicações dos docentes, mas a “questão central” é a contagem integral do tempo de serviço congelado.
A greve às avaliações decorre entre hoje e 13 de Julho, incidindo apenas sobre os conselhos de turma, as reuniões para atribuição de notas aos alunos e que permitem encerrar o ano letivo.

 

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