É o valor que transita do ano passado para integrar o orçamento deste ano, mas que parte dele, ou seja 5,8 milhões de euros, já estão alocados para obras e investimentos no âmbito do PRR, como explicou o presidente da câmara da Guarda Sérgio Costa.
O autarca diz que o valor a transitar para este ano do saldo orçamental é manifestamente insuficiente para fazer face a todos os investimentos no âmbito do PRR, daí a necessidade de recorrer a um empréstimo. Sérgio Costa sublinha que há uma redução significativa do valor real, comparativamente com o ano transato, e que o verdadeiro saldo orçamental é de 3,6 milhões de euros.
Os argumentos apresentados pelo presidente da câmara da Guarda não convenceram a oposição. A vereadora do PS, Adelaide Campos, afirma que afinal a autarquia não precisava de contrair empréstimos, tal como sempre afirmou, atendendo ao valor positivo de 9,5 milhões de euros do saldo orçamental de 2024. A socialista acusa o autarca de demagogia política por ter afirmado que não houve algumas concretizações por irresponsabilidade da oposição.
Também o vereador do PSD, Chaves Monteiro considera que o valor do saldo orçamental de 2024 a integrar o orçamento de 2025, só vem dar razão à oposição, quando chumbou os pedidos de empréstimo levados à reunião de câmara. O Social Democrata diz ainda, que há ainda 3,6 milhões de euros que não estão alocados a qualquer investimento e portanto, disponíveis nos cofres do município para fazer face a outros projetos.
Na resposta à oposição, Sérgio Costa critica a falsa leitura dos valores apresentados e diz que a autarquia precisa de encontrar formas de financiamento, ou seja um empréstimo, para concretizar todos os investimentos anunciados, para evitar constrangimentos financeiros ao longo deste ano.


