Este assunto tem feito correr muita tinta nestes últimos dias, com o PS local dizer que autarquia podia ter ido mais longe no número de imóveis que apontou para este programa e a disponibilizar-se para ajudar a autarquia da Guarda tentar integrar mais imoveis neste programa. Na última reunião do executivo, no presidente Sério Costa, lamenta que os mesmos que agora se oferecem, nada tenham feito quando a candidatura ao PRR, por parte do IPG para uma residência de estudantes tenha sido chumbada. O autarca relembrou que este é um processo que ainda não está fechado, é dinâmico e que os números que trouxeram a público estão errados e sublinhou ainda a que vai haver a necessidade de priorizar fogos assinalados na região, e que garantidamente parte deles não serão concretizados.

Tal como foi referido este assunto marcou a ultima reunião do executivo com os vereadores da oposição a tecerem críticas à opção da autarquia em indicar 11 imovíeis para este programa. Luís Couto do PS, entende que o executivo deveria aproveitar esta candidatura para reabilitar mais imoveis.

Igual posicionamento teve o Social Democrata, Chaves Monteiro, e acrescentou que a autarquia até é detentora de imoveis que poderia candidatar a este programa. Os argumentos apresentados pelo presidente da câmara da Guarda não convenceram o vereador do PSD

Na resposta a Chaves Monteiro, Sérgio Costa disse que a autarquia da Guarda, não tem terrenos prontos para urbanizar, e que locais como o social-democrata apoutou, ultrapassariam em muito os valores balizados por este programa. O autarca diz ainda que integrar fogos privados neste programa pode levar à especulação imobiliária, e relembra que só são admitidos prédios na sua totalidade, em propriedade horizontal, ao contrário do que tem sido dito pela oposição.

Sérgio Costa diz que este programa, tal como está desenhado vai honorar e em muito as autarquias, com as mesmas a suportarem todos os encargos, incluído a renda mesmo que os fogos não sejam arrendados. Acresce ainda a elaboração dos projetos e fiscalização a cargo da autarquia, e sem que haja cofinanciamento, sublinhou o presidente da câmara.

O autarca diz que o documento é apenas um protocolo e não uma candidatura e que o processo continua aberto e lamenta que a oposição não tenha tentado perceber o que lhes foi explicado na reunião de camara. Para já Sérgio Costa diz que para já, a autarquia não irá sinalizar mais imóveis, até que o IHRU reveja as condições de acesso a este programa. Sérgio Costa reforça e desafia o IHRU a assumir uma maior cota parte de responsabilidade financeira após e durante a requalificação dos imóveis. O autarca relembra que as condições para aceder a habitações acessíveis são bem mais apertadas que aquelas que alguns querem fazer passar, dando o exemplo de não poderem ser utilizadas como residência para estudantes. Quase a terminar Sérgio Costa, relembrou que a autarquia da Guarda ainda há bem pouco tempo celebrou com o IHRU, um contrato para 50 habitações sociais, num investimento de 6,7 M de euros e que a oposição, nada disse sobre o assunto. Por fim o autarca relembra que este é um processo dinâmico, há outros programas para reabilitação urbana, mesmo no centro histórico, e lamenta a demagogia que alguns intervenientes políticos da Guarda, estão a ter neste processo.

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