O que parecia ser uma reunião pacífica, atendo ao novo ciclo autárquico e ao facto de ser a primeira reunião liderada por Sergio Costa, acabou não o ser. Uma das razões foi este assunto que fazia parte da ordem de trabalhos e que não gerou consenso o que levou o autarca a adiar a discursão e a votação do ponto, para a próxima quinta feira, isto porque o vereador do PSD, Chaves Monteiro discordar desta delegação, mas reconheceu que a mesma, foi feita há 4 e há 8 anos atrás. Chaves Monteiro entende que as competências dos órgãos autárquicos devem manter-se tal como o legislador as definiu, sem que haja delegação de competência no atual contexto politico. O vereador da oposição também disse que a reunião era ilegal e queixou-se da falta de envio dos documentos atempadamente.
Já o vereador do PS entende que estes percalços não passam de acertos, para o que reserva o futuro nas reuniões quinzenais do executivo. Luís Couto diz que é preciso chegar a entendimentos em prol da Guarda. O vereador eleito pelo PS diz que o importante é focar a governação naquilo que é importante para a Guarda, para isso é preciso gerar consensos. No caso da votação da delegação de competências no presidente da câmara, Luís Couto referiu que é preciso ponderação e de novo voltou a referir a importância de gerar consensos.
Já o Presidente da câmara da Guarda, Sérgio Costa enalteceu a atitude do vereador do PS na reunião de câmara, quanto ao posicionamento dos Social Democratas o autarca considera-a negativa, uma vez que não apresentou qualquer sugestão, manifestando apenas a intenção de votar contra. Sérgio Costa diz mesmo que ficou perplexo com a atitude dos vereadores do PSD, uma vez que todos os formalismos foram cumpridos e feitos com transparência. O presidente da câmara da Guarda diz que se a delegação de competências não for aprovada, pode por em causa a celeridade de muitos processos simples como a emissão de um alvará e colocar entraves na execução do orçamento municipal. Sérgio Costa lembra que por diversas vezes é preciso decidir na hora e sem a delegação de competências, os atrasos podem suceder-se, colocando o ónus deste problema nos vereadores do PSD. Quanto às restantes dúvidas suscitadas pelo vereador Chaves Monteiro, Sérgio Costa aconselho-o a ler as leis. O presidente da câmara da Guarda a terminar lamentou a posição do PSD e diz que a política do «bota abaixo» não conduz a Guarda a lado nenhum.


