A “Plataforma P’la Reposição das SCUTs” na A23 e A25 promoveu uma Assembleia Cívica na Guarda onde exigiu a eliminação das portagens nas ex-SCUT com o Orçamento do Estado para 2023 e apelou aos partidos que coloquem o assunto na agenda das legislativas

A iniciativa decorreu no auditório do Paço da Cultura da Guarda e juntou sindicalistas, empresários e pessoas anónimas de vários quadrantes políticos.

A assembleia cívica exige rapidamente que o actual Governo concretize a correcção da Portaria n.º 138-D/2021, de 30 de Junho, no sentido de se efectivar o desconto de 50%, com efeitos desde 1 de Julho deste ano, com base de referência os preços de Dezembro de 2020.

É também solicitada a publicação, com urgência, de legislação que assegure a entrada em vigor da redução de 75% para veículos eléctricos e não poluentes, com efeitos, também a 1 de Julho, já que a mesma também consta da Lei do Orçamento do Estado 2021.

No documento é, ainda, pedida a publicação de uma portaria que contemple «isenção do pagamento de portagens para os residentes no Interior», uma «redução de 50% sobre as tarifas, que esteja em vigor no dia 31 de Dezembro de 2021, para todos os veículos» e a «eliminação das portagens com a aprovação e entrada em vigor do OE para 2023».

A Plataforma continua a exigir a reposição das vias sem custos para o utilizador no Interior do país e a abolição das portagens nas auto-estradas A23 e A25, como salientou José Pedro Branquinho, da União dos Sindicatos da Guarda. A Plataforma exige que os partidos políticos coloquem na agenda a abolição total das portagens nas ex-scut e que o próximo executivo tenha a coragem de incluir esta medida no próximo Orçamento do Estado. Questionado se a Plataforma aprova uma abolição progressiva ou uma abolição total, José Pedro Branquinho frisa que as vias sem custo fazem mais sentido a partir de 2022 e 2023. O sindicalista destacou ainda a participação de vários partidos, entidades e associações nesta assembleia cívica que decorreu no Paço da Cultura.

Para concretizar os objectivos, a assembleia cívica mandatou a Plataforma P´la Reposição das SCUT para proceder à formalização das exigências junto do Governo e aos partidos políticos e apoiar tomadas de posição e a realização de acções no período da campanha eleitoral e após as eleições legislativas.