O Executivo Municipal da Guarda aprovou, por maioria, a contratação de um empréstimo de 11,2 milhões de euros destinados à construção da Variante da Ti Jaquina, tecnicamente denominada “Regeneração e Mobilidade Urbana do Vale do Cabroeiro”. A decisão contou com a abstenção dos vereadores do PS e do PSD, numa obra que é considerada, por muitos, uma das mais aguardadas dos últimos 30 anos. O Presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, destacou que a obra já foi adjudicada e o processo segue agora para o Tribunal de Contas. O autarca assegurou que o município já detém a posse administrativa de todos os terrenos necessários. Relativamente às condições financeiras, Sérgio Costa explicou que o empréstimo tem um período de carência de três anos, correspondente ao tempo previsto para a execução da obra. Segundo o presidente, o início do pagamento das prestações (amortização), em 2029, coincidirá com o término do pagamento de empréstimos antigos contraídos nos últimos 20 anos.
Pelo lado do Partido Socialista, o vereador António Monteirinho justificou a abstenção por uma questão de coerência política. Apesar de admitir que a proposta vencedora do concurso público foi a melhor tecnicamente, o socialista alertou para o facto de o empréstimo se poder «arrastar por várias gerações».
Já João Prata, vereador do PSD, fundamentou a abstenção com a falta de recetividade do executivo às propostas apresentadas pela oposição. O vereador afirmou que o PSD apresentou sugestões para o caderno de encargos que visavam salvaguardar questões consideradas importantes, mas que as mesmas não foram tidas em conta.


