Foi o momento político alto da última Assembleia Municipal da Guarda quando António Simões, presidente da junta de freguesia do Rochoso/Monte Margarida apresentou uma moção no sentido da autarquia pagar os valores em falta, fruto dos acordos de cooperação e execução.
A bancada do PS, pela voz do líder António Monteirnho, disse que tudo isto seria evitável, se o executivo da câmara da Guarda tivesse feito aquilo com que se comprometeu no plenário da Assembleia Municipal.
Já Pedro Nobre, líder da bancada do PSD, rebateu os argumentos apresentados pelo autarca eleito pelo PSD do Rochoso/Monte Margarida e deu indicação voto contra à bancada Social Democrata.
Depois desta orientação dada aos deputados Social Democratas, o autarca de junta de Santa da Azinha, José Gonçalves e eleito pelo PSD, insurgiu-se dizendo que a obra na freguesia a que presidente, já está pronta, estando a autarquia em falta com o pagamento e a assinatura do contrato de execução.
Entretanto o líder do CDS, Henrique Monteiro, sugeriu que o presidente da Câmara da Guarda, esclarece-se o assunto, mesmo antes da moção ser colocada à votação.
Depois da intervenção do deputado centrista a Presidente da Assembleia Municipal, Cidália Valbom “convida# Carlos Chaves Monteiro a prestar esclarecimentos, mas este recusa, entretanto a moção é aprovada com 26 votos a favor, 23 contra e 19 abstenções.
De seguida surgiram-se várias declarações de voto de deputados de todas as bancadas, justificando a aprovação ou abstenção, com a ausência de esclarecimentos por parte do Presidente da Câmara ou de alegados interesses político partidários nesta questão. Mas António Monteirinho, líder dos socialistas, considerou o silêncio de Chaves Monteiro como um ato de desrespeito à Assembleia e exortou Cidália Valbom a fazer cumprir a deliberação tomada no plenário.
E é nesta altura que o presidente da câmara da Guarda pede a palavra, mas Cidália Valbom diz-lhe que teve a oportunidade de se pronunciar e aproveita também para criticar a atitude de Chaves Monteiro, pela ausência de explicações naquele órgão deliberativo do Município da Guarda. Entretanto a presidente da Assembleia Municipal concede a palavra a Chaves Monteiro e este, refutou os argumentos, dizendo que está a entregar as verbas e a assinar os acordos de cooperação tal como havia delineado, de acordo com andamento dos projetos e também tendo em conta a agenda do presidente. O presidente da câmara da Guarda criticou ainda Cidália Valbom e acusou o PS de instrumentalizar os presidentes de junta. Chaves Monteiro diz mesmo, que este assunto foi «uma chicana política»
António Monteirinho e já no período antes da ordem do dia, voltou a frisar a Chaves Monteiro que teve a oportunidade de esclarecer o assunto e não fez, e relembrou que a moção foi apresentada por três presidentes de junta que foram eleitos pelo PSD, recusando qualquer instrumentalização por parte do PS.


