Na última reunião de câmara da Guarda o vereador da oposição, João Prata, iniciou a sua intervenção manifestando preocupação com a imagem da cidade. Segundo o social-democrata, é necessário um “esforço maior” no que toca ao cuidado e ao asseio urbano em todas as ruas do centro histórico. João Prata destacou especificamente a urgência de uma intervenção na Praça Luís de Camões e na zona envolvente da Sé Catedral. A par da limpeza, João Prata abordou várias intervenções fundamentais para o concelho que, segundo o mesmo, não têm saído do papel. O vereador mencionou três casos principais: a estrada da Pocariça, a Avenida São Miguel e a variante da Ti Joaquina.
Em resposta às críticas o presidente da Câmara, Sérgio Costa, acusou o PSD de recorrer à «má língua» e de não viver na mesma realidade que os restantes munícipes. O autarca assegurou que o centro histórico está limpo e asseado, apoiando-se nos relatórios da divisão do ambiente sobre as escalas de limpeza. Para provar a eficácia dos serviços, Sérgio Costa deu o exemplo da rápida limpeza efetuada na Praça Velha após a serenata académica, permitindo que o local estivesse limpo para as comunhões na Sé na manhã seguinte. Quanto ao atraso nas obras estruturantes, Sérgio Costa devolveu as críticas, recordando que foi a oposição, incluído o PSD, que, no mandato anterior, «chumbou tudo», Sobre a Avenida São Miguel, o presidente questionou o porquê de o vereador do PSD não ter reivindicado a obra durante 24 anos. O autarca explicou que o projeto já foi aprovado e a obra adjudicada, tem o visto do Tribunal de Contas, aguarda agora a declaração de utilidade pública para a expropriação de terrenos privados e a respetiva aprovação do financiamento.


