Ao todo são 87 quilómetros e o objetivo passa por limpar e consolidar as margens dos rios, criar bacias para evitar cheias e outras intervenções, num investimento que pode atingir ou ultrapassar os dez milhões de euros. Os municípios vão tentar encontrar formas de financiamento para concretizar este projeto, como realçou o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa.
No caso do concelho da Guarda, Sérgio Costa deu como exemplo as margens do rio zêzere, em Valhelhas, que vão ter de ser reabilitadas, uma vez que houve estragos causados pelas tempestades dos meses de janeiro e fevereiro.
Este protocolo representa um acto de coragem política dos três municípios, acrescenta o autarca da Guarda. O presidente da Câmara de Manteigas também realçou o trabalho em conjunto entre os três municípios. Flávio Massano reforçou que o importante é iniciar os trabalhos que vão permitir limpar os rios e torna-los mais atractivos.
O autarca estima que entre Manteigas e Valhelhas possam ser investidos cercas de 1,5 milhões de euros, mas acredita que possa haver um financiamento de 85 por cento. No caso do Zêzere, os custos serão repartidos entre os municípios da Guarda e de Manteigas. Já o presidente da Câmara de Celorico da Beira, Carlos Ascensão, defende que o investimento no concelho possa ser de um milhão de euros.
Quem marcou presença na sessão de assinatura dos protocolos foi o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente. Pimenta Machado também enalteceu a importância de recuperar os rios nestes três concelhos. Aquele responsável destacou que, com esta ação, o território também fica adaptado para as cheias e para as secas.


