A iniciativa coincidiu com as comemorações do 47.º aniversário do SNS e surgiu na sequência da intenção tornada pública pelo Ministério da Saúde de entregar a gestão daquela unidade hospitalar à Santa Casa da Misericórdia de Seia. Em declarações à Rádio F, o coordenador da União de Sindicatos da Guarda, José Pedro Branquinho, manifestou viva oposição a esta medida, defendendo que o hospital deve manter-se integrado na ULS da Guarda e na esfera pública do SNS. O dirigente sindical sublinhou que as experiências anteriores de alienação de unidades de saúde para o setor privado ou social não corresponderam às expectativas nem resultaram em melhorias na prestação de cuidados aos cidadãos.
José Pedro Branquinho lembrou que o Hospital de Seia serve uma população estimada entre 70 a 90 mil habitantes dos concelhos de Seia, Oliveira do Hospital, Arganil, Gouveia e Fornos de Algodres e Tábua. Contudo, em vez de ser dotado dos profissionais adequados para reforçar a sua resposta, o hospital tem vindo a perder valências e capacidade de intervenção, afirmou o sindicalista. A estrutura sindical alerta que a transferência de gestão não responde às necessidades locais, prevendo que a medida venha a piorar o serviço e a aumentar a sobrecarga sobre o Hospital Central de Coimbra e o Hospital da Guarda.


