No âmbito da “Semana Nacional de Reflexão e Luta”, o Auditório do Paço da Cultura da Guarda recebeu, na passada semana, um plenário distrital de professores que contou com uma forte mobilização de docentes e a participação de Mário Nogueira. Organizado pelo Sindicato de Professores da Região Centro (SPRC) e pela FENPROF, o plenário teve como figura central, ex-Secretário Geral da FENPROF e atual representante da organização no Conselho Nacional de Educação. Durante a sua intervenção, Mário Nogueira destacou a crescente inquietação da classe face às propostas do Ministério da Educação, nomeadamente a intenção de alterar a natureza do vínculo de emprego público, por contratos de trabalho por tempo indeterminado, o que pode abrir porta à precariedade.
Outro ponto crítico abordado foi a possível substituição dos quadros das escolas por mapas de pessoal, uma mudança que o ex-Secretário Geral considera perigosa, por facilitar mudanças compulsivas de escola ou até o desemprego.
A municipalização do ensino também esteve em debate, com Fernando Nogueira a manifestar preocupação sobre o aprofundamento das desigualdades entre o litoral e o interior, caso os municípios do interior não recebam os recursos necessários para as novas competências
O plenário serviu também para discutir a anunciada fusão do 1.º e 2.º ciclos do ensino básico em 2027/2828. Mário Nogueira sublinhou que esta transição exige uma discussão profunda sobre currículos e regimes de docência.
A iniciativa na Guarda faz parte de uma estratégia de consulta aos docentes, que inclui a realização de um inquérito para definir as próximas formas de luta. O sentimento de indignação parece estar a crescer, com Mário Nogueira a confirmar que já existe uma adesão massiva para a grande manifestação de professores agendada para o dia 16 de maio, em Lisboa.


