A direcção do SC Meda, liderada por João Alonso, já comunicou ao presidente do Município e presidente da Assembleia-geral do clube, Anselmo Sousa, que pondera a desistência do clube do Campeonato Distrital da Associação de Futebol da Guarda.

A equipa está inscrita, já participou na 1ª eliminatória da Taça de Portugal, mas os dois casos de Covid-19 que se registaram no plantel sénior, levaram os dirigentes a repensar a entrada na prova, que tem início no próximo dia 15.

João Alonso considera que não estão reunidas condições e que vai ser marcada uma Assembleia-geral para discutir o futuro, até porque não há receitas de bilheteira e também porque não há uma data para o regresso dos escalões de formação.

O próximo passo é levar o assunto à discussão numa Assembleia-geral que se deverá realizar esta semana e depois comunicar a decisão à Associação de Futebol da Guarda.

João Alonso acrescenta que o presidente da Câmara da Meda que também é presidente da Assembleia-geral já foi informado e vê esta tomada de posição com bons olhos.

O dirigente adianta que dois jogadores do plantel acusaram positivo no teste à Covid-19 mas que os restantes testes ao plantel e à estrutura do clube foram negativos.

O presidente do Sporting Clube de Meda reforça que a decisão da desistência do Campeonato só ainda não é oficial porque os sócios têm uma palavra a dizer. E depois há sócios que admitem não pagar as cotas se não houver futebol e é menos uma fonte de receita.

Questionado com o facto de haver outros clubes nas mesmas condições, o dirigente prefere não falar em nomes mas garante que há clubes que também já mostraram a intenção de desistir ou de cancelar o Campeonato porque não faz sentido correr riscos.

A desistência do clube pode levar a equipa a recomeçar na 2ª Divisão Distrital na época 2021/2022. João Alonso garante que essa questão também foi equacionada e que não abalou em nada a decisão inicial, uma vez que saúde das pessoas está em primeiro lugar.

Na entrevista que deu à Rádio F, João Alonso falou também da vontade dos jogadores. O presidente do SC Meda explica que os atletas têm a sua actividade profissional e não podem estar a faltar ao emprego por terem ficado infectados na sequência de um treino ou de um jogo de futebol e têm medo de infectarem os familiares directos.

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