Henrique Monteiro foi chamado por Carlos Chaves Monteiro após a Assembleia Municipal, para lhe transmitir que afinal as atas das reuniões sobre a compra dos terrenos do Rio Diz existem e estão na autarquia, depois do gabinete da presidência ter negado a sua existência

Henrique Monteiro diz ter sido chamado por Carlos Chaves Monteiro após a Assembleia Municipal, para lhe transmitir que afinal as atas das reuniões sobre a compra dos terrenos do Rio Diz, existem, e estão na autarquia. É mais uma polémica em torno deste assunto, que já por si é polemico, em que recentemente o deputado municipal centrista solicitou esclarecimentos à autarquia da Guarda sobre o processo da compra dos terrenos do Rio Diz antes da última Assembleia Municipal. Segundo o e-mail fornecido aos jornalistas por Henrique Monteiro, os documentos solicitados pelos centristas, ou seja, as atas de reunião de Câmara e da Assembleia Municipal, não existiam, segundo resposta enviado pelo gabinete da presidência. Ora, Henrique Monteiro, deputado municipal e baseado nesta informação da autarquia da Guarda pôs em causa na última Assembleia Municipal todo o negócio celebrado há 20 anos atrás, por causa da falta de documentos que o comprovassem. Henrique Monteiro lembra que na Assembleia Municipal, Carlos Chaves Monteiro nada disse sobre este assunto e sobre a alegada falta destes documentos na autarquia.

Em conferência de imprensa, Henrique Monteiro diz que no dia seguinte à Assembleia Municipal foi chamado por Carlos Chaves Monteiro à autarquia, onde o presidente lhe disse, que afinal os documentos existiam e que houve um lapso por parte dos serviços camarários na resposta ao e-mail que lhe havia sido enviado antes da realização da Assembleia Municipal.

O deputado centrista quer acreditar que terá sido um lapso por parte dos serviços camarários, mas lamenta que Carlos Chaves Monteiro não tenha corrigido essa informação em plena Assembleia Municipal.

Henrique Monteiro deixa algumas interrogações, se Carlos Chaves Monteiro «não estaria a par do dossier ou desconhece a informação que é vinculada pelo seu gabinete ou ainda se terá havido uma falha deliberada». O deputado centrista diz que apenas pretende clarificar o assunto e caberá ao presidente da Câmara da Guarda, decidir se esclarece a situação publicamente.

Henrique Monteiro diz ainda que o problema base mantém-se em torno dos terrenos do Rio Diz, onde há alegadas irregularidades nos documentos e a falta do visto do Tribunal de Contas.

Por fim, Henrique Monteiro referiu que já pretendeu ter explicado esta situação mais cedo, mas foi-lhe vedado a possibilidade de realizar esta conferência de imprensa na sala António Almeida Santos, tendo o encontro com os jornalistas decorrido frente aos Paços do Concelho.