A Câmara da Guarda aprovou, com os votos contra dos dois vereadores do PS, o orçamento municipal para 2019, no valor de 51,4 milhões de euros, um aumento de 6,1 milhões de euros relativamente ao deste ano.
Os vereadores do PS, sustentam que o orçamento é baseado em eventos, sem investimento na tecnologia e no mundo rural. Eduardo Brito adianta que as tarifas e as taxas vão continuar a ser as mais altas do país e que, por essa razão, o concelho não é atrativo. O socialista lamenta a falta de investimento na inovação em novas tecnologias.
Já o presidente da Câmara da Guarda diz que o orçamento é rigoroso nas opções e ambicioso nas ações e lembrou que há uma verba superior a dois milhões de euros para obras de saneamento básico e de primeira necessidade. Segundo o autarca Social Democrata, o orçamento municipal para 2019 inclui apostas em vários sectores, com destaque para a educação, cultura e a economia. Umas das preocupações é atrair mais estudantes, desde o ensino secundário ao superior. Álvaro Amaro destaca ainda a valorização da melhoria da qualidade de vida ambiental, com a despoluição dos rios Diz e Noéme e com o início da construção dos passadiços do Mondego, no Verão do próximo ano. Terminar a candidatura da Guarda a capital europeia da cultura é outro objetivo para o próximo ano. O autarca Social Democrata lamenta o voto contra dos vereadores do PS, até porque não apresentaram alternativas, nem se mostraram disponíveis para discutir alguns pontos do orçamento.
O documento vai agora ser remetido para discussão e aprovação na próxima reunião da Assembleia Municipal da Guarda.


