Uma delegação da CERCIG, liderada pelo diretor executivo, Ricardo Antunes, marcou presença na reunião do executivo desta semana para contestar e pedir explicações acerca da possibilidade do cancelamento, por parte da Câmara da Guarda e já  a partir de dezembro, de um protocolo relacionado com o Rendimento Social de Inserção, agora designado como Prestação Social Única.

De referir que até aqui, a CERCIG recebia 200 mil euros por ano para fazer face a estas competências. Agora o Município entende que pode assumir esse papel e poupar este valor financeiro.

Ricardo Antunes não entende esta posição por parte da autarquia, até porque havia garantias de que o protocolo ia continuar. O diretor executivo duvida que o Município tenha pessoas qualificadas para assumir as mesmas funções. Em causa estão 9 postos de trabalho e as respetivas indemnizações. Ricardo Antunes entende que a Câmara da Guarda poderia recrutar os colaboradores da CERCIG.

Na resposta, o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa frisou que a autarquia não pode violar a lei e que só pode contratar pessoas através dos concursos públicos.

Quanto ao fim do protocolo com a CERCIG, o autarca diz que se trata de um acto de gestão, uma vez que o Município tem recursos humanos qualificados para assumir as mesmas competências e não pode estar a pagar o mesmo serviço duas vezes.

O edil acrescentou que a Câmara da Guarda, em Abril, enviou uma carta à CERCIG e não obteve resposta, alertando ainda que há outros municipios no país a tomarem decisões idênticas.

Questionado com a existência da carta, Ricardo Antunes diz que Sérgio Costa está a fazer ruído, até porque após a recepção da carta houve uma reunião orque a CERCIG não aceita a quebra do protocolo.

O assunto foi abordado antes do período da ordem do dia da reunião do executivo desta semana, que foi aberta ao público. Nas declarações aos jornalistas, os vereadores da oposição também  comentaram esta questão.

O social democrata, João Prata, entende que a Câmara tomou uma decisão «persecutiva e discriminatória. » João Prata entende que o Município ainda está a tempo de voltar atrás e tomar outra decisão.

Para o socialista António Monteirinho o assunto é sério e discorda da decisão, uma vez que parece haver uma repulsa da Câmara em relação à CERCIG. António Monteirinho deixou algumas questões e entende que o Município não parece disponível pala alterar a decisão que tomou.

Sobre estas questões, o presidente da Câmara da Guarda disse que os vereadores da oposição aproveitaram para fazer um verdadeiro comício político e disseram algumas inverdades. Sérgio Costa referiu que o Município sempre enalteceu o trabalho desenvolvido pela CERCIG. Sérgio Costa acusou os vereadores da oposição de falta de coerência em relação à gestão financeira do Município.

O website da Rádio F utiliza cookies para melhorar e personalizar a sua experiência de navegação. Ao continuar a navegar está a consentir a utilização de cookies mais informação

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close