O anúncio de António Costa sobre o “Descongelamento” da 2ª fase do Hospital Sousa Martins, mereceu reações dos deputados da Assembleia Municipal da Guarda

As declarações de António Costa no comício do PS da Guarda mereceram reacções por parte dos deputados da Assembleia Municipal da Guarda. O primeiro-ministro, enquanto Secretário-geral do PS, comprometeu-se a descongelar a segunda fase da requalificação do Hospital Sousa Martins.

O assunto foi recordado pelo deputado do PSD, Tiago Gonçalves. O social-democrata começou por dizer que o discurso de António Costa mais não foi mais do que um jogo de palavras enganador e acrescentou que a saúde no distrito está pior do que há 4 anos.

Quem saiu em defesa do Governo foi o deputado socialista, Matias Coelho, que referiu que a saúde melhorou nos últimos anos e que a ULS da Guarda tem hoje mais profissionais.

Tiago Gonçalves voltou a usar da palavra e recordou que em várias assembleias municipais, os deputados do PS aprovaram moções que criticavam o estado da saúde no distrito e acrescentou que muitos dos profissionais tem contratos precários e que as listas de espera também aumentaram. O social-democrata chega mesmo a afirmar que a gestão está pela hora da morte.

Quem também falou do assunto foi o deputado do CDS, Henrique Monteiro referiu que há utentes de concelhos distantes da capital do distrito, que desistem das consultas que têm marcadas porque não tem transportes públicos, adiantando ainda que o tempo de espera por uma consulta de cardiologia é de cerca de 500 dias. Henrique Monteiro acrescentou ainda que as obras do hospital foram propositadamente congeladas e receia que a maternidade possa encerrar.

Os deputados do PS voltaram a usar da palavra. António Monteirinho defendeu que os utentes do distrito têm agora mais médicos de família do que tinham há 4 anos.

No final, o presidente da Câmara da Guarda também usou da palavra. O autarca referiu que tem dúvidas que a saúde no distrito esteja melhor e deu como exemplo um utente que esteve seis horas à espera para lhe ser retirado um cateter e teve que sair e procurar uma clínica privada da cidade.

Carlos Chaves Monteiro voltou a dizer que as palavras de António Costa sobre as obras do Hospital da Guarda deixam dúvidas, entre a segunda fase e o pavilhão 5. (ouvir aqui)