O Hotel de Turismo da Guarda, que apresenta no interior do edifício, sinais claro de degradação, vai integrar o programa REVIVE, que prevê ceder monumentos públicos a privados para serem recuperados e usados para actividades económicas, nomeadamente no Turismo.

O memorando foi assinado ontem à tarde, entre várias entidades, numa cerimónia presidida pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho. O processo do concurso público, que visa a recuperação do edifício com a vertente de hotel e com a componente prática de hotelaria para alunos da área do turismo, vai ser conduzido pelo Turismo de Portugal e também envolve a Câmara Municipal da Guarda.

O presidente do Município, Álvaro Amaro lembrou que já houve duas tentativas que tinham por objectivo recuperar a unidade hoteleira, mas acredita que desta vez o processo está bem encaminhado. Contudo, frisou que se algo falhar, a Câmara tem disponibilidade financeira para adquirir o hotel.

A vice-presidente do Turismo de Portugal também esteve presente na cerimónia de assinatura do memorando. Teresa Monteiro lembrou que as autarquias são uma peça fundamental no programa Revive.

Já a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, espera que na Guarda aconteça o mesmo que se passou com o Convento de São Francisco, em Elvas, onde, em seis meses, foi lançado o concurso e o projecto aprovado. Ana Mendes Godinho acrescentou que as linhas de financiamento do REVIVE estão asseguradas e que no caso da Guarda, o Hotel vai ser um activo que gera riqueza e que pode ser um pólo de criação de emprego.

O edifício do Hotel de Turismo da Guarda já está no programa Revive, que visa a recuperação do edifício. A unidade hoteleira foi vendida em 2010 pela Câmara da Guarda ao Turismo de Portugal, por 3,5 milhões de euros, para ser recuperado e transformado em hotel de charme com escola de hotelaria, mas o projecto não se concretizou. Agora e depois de duas hastas públicas, o imóvel foi integrado no programa Revive, que prevê ceder monumentos públicos a privados para serem recuperados e usados para actividades económicas, nomeadamente no Turismo.

 

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