A Câmara Municipal da Guarda aprovou por unanimidade a integração do saldo orçamental transitado de 2025 para 2026, num valor que ascende a aproximadamente 7 milhões de euros.  O destino das verbas e o reforço orçamental, segundo o presidente da Câmara, Sérgio Costa, dos 7 milhões de euros integrados, cerca de 5 milhões já se encontram consignados a diversas intervenções em curso. Entre os projetos destacados pelo autarca estão a área de acolhimento empresarial no Parque Industrial, a construção e reabilitação de habitação social e acessível (como nos bairros das Lameirinhas, 25 de Abril e Rua de São Pedro), a residência para o ensino superior e a valorização do Rio Diz e Noeme. Restam, assim, 2 milhões de euros para livre distribuição pelas rubricas consideradas mais importantes pelo executivo para o corrente ano económico.

Apesar do consenso na votação, a reunião foi marcada por uma troca de argumentos sobre a gestão financeira e a execução de obras no concelho.

O vereador da oposição pelo PS, António Monteirinho, justificou o voto favorável por se tratar de uma “disposição legal”, mas salientou que o orçamento global da autarquia ultrapassa agora os 106 milhões de euros. O socialista expressou preocupação quanto à execução orçamental, afirmando que o partido estará atento para verificar se os resultados no final do ano serão satisfatórios.

A redução do saldo disponível serviu de base para a crítica de João Prata, vereador do PSD. O social democrata defendeu que a diminuição destes valores comprova que a oposição tinha razão no passado ao chumbar pedidos de empréstimo bancário, acrescentando que o atual presidente acabou por confirmar essa tese ao pagar as obras com o saldo existente.

Na resposta do presidente da Câmara acusou PSD e o PS de terem realizado uma “brincadeira política” no mandato anterior ao chumbarem empréstimos destinados a investimentos nas freguesias e na cidade. Sérgio Costa argumentou que o saldo está a diminuir precisamente porque o executivo foi forçado a utilizá-lo para realizar as obras, em vez de recorrer a financiamento externo.

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