Da contratação anunciada pelo governo de 1424 profissionais de saúde para o SNS, à ULS da Guarda couberam cinco Enfermeiros, zero Assistentes Operacionais e zero Assistentes Técnicos. Os números para a Unidade Local de Saúde da Guarda foram confirmados pelo Conselho de Administração, que não quis tecer qualquer comentário.
Já o sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) considera o número insuficiente e uma tentativa de “tapar o sol com a peneira.” O sindicalista Honorato Robalo diz que as necessidades na ULS da Guarda ultrapassam a centena de enfermeiros. O dirigente sindical refere ainda que com a carência de enfermeiros, não é possível implementar serviços diferenciadores na ULS da Guarda. O sindicalista lamenta que o Governo não tenha dado continuidade à legislação aprovada, que permitia transformar as subcontratações em contratos indeterminados. Honorato Robalo realça no entanto a autorização que foi dada para substituição por ausências prolongadas. Neste contingente de entradas a ULS da Guarda não foi comtemplada com Assistentes Técnicos e Operacionais, Honorato Robalo refere que há Operacionais que estão a desempenhar outras funções, o que desde logo, em termos reais há uma carência destes profissionais de saúde nesta Unidade Local de Saúde.
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses considera uma gota no oceano a autorização da contratação de 5 enfermeiros para a ULS da Guarda, recordo que o governo anunciou a contratação de mais de 1400 profissionais de Saúde, com o argumento de suprimir dificuldades por causa da implantação das 35 horas. (ouvir aqui)


