O 2º Comandante do Centro Operações de Socorro da Guarda, não foi reconduzido no cargo

José Oliveira, 2º comandante distrital do Centro Operações de Socorro da Guarda, não foi reconduzido no cargo que ocupava há 6 anos, ao contrário de António Fonseca, que vai manter-se como comandante no CODIS, funções que exerce há quase 20 anos. A decisão da tutela, foi dada a conhecer, ontem mesmo aos dois comandantes, numa reunião que decorreu em Lisboa.

Já esta manha, a Rádio F, contactou Jose Oliveira que apesar de não querer prestar declarações gravadas, adiantou que face às movimentações dos últimos dias, não foi apanhado totalmente de surpresa ao ser informado pelo Presidente da Autoridade da Proteção Civil que não iria manter-se no cargo.

Numa altura em que se adivinhavam possíveis mudanças no Comando Operacional Distrital da Guarda, foi enviada para o ministério da tutela, uma moção de sensibilização, assinada por todos os comandos dos bombeiros do distrito.

A preocupação dos voluntários, prende-se também com o facto de a pessoa escolhida para ocupar o lugar de Jose Oliveira, puder ser de Castelo Branco. Um cenário que os comandantes do distrito da Guarda não vêm com agrado.

Questionado pela F, sobre a moção, António Fonseca limitou-se a dizer que a competência de nomear é do governo, e apela à calma dos comandantes dos bombeiros. No entender de todos os comandos, não se justifica qualquer substituição, atendendo ao bom trabalho desenvolvido pela atual equipa.

Confrontado com esta situação o presidente da Federação dos Bombeiros no Distrito, Paulo Amaral mostra-se solidário com a posição da totalidade dos comandos, ao defenderem ao continuidade da António Fonseca e de José Oliveira. A federação poderá tomar também uma posição. O presidente da Federação Distrital dos bombeiros elogiou o trabalho de António Fonseca e de José Oliveira, por isso encara esta moção, como sendo de reconhecimento.

 

A F sabe que esta mudança na equipa distrital do Centro de operações de socorro está a motivar reações por parte de alguns presidentes de câmara.

Sobre esta questão, António Saraiva, presidente da Federação distrital do PS, apenas adiantou que é uma área muito sensível e não se trata de um assunto politico.