Os vereadores do PSD e do PS na Câmara da Guarda não aprovaram a concretização de dois empréstimos de cerca de 17 milhões de euros. O primeiro, de 7,6 milhões de euros, já tinha sido chumbado anteriormente e estava relacionado com investimentos municipais para a realização de obras nas freguesias rurais e na cidade e o segundo, de 9,7 milhões de euros, previa o financiamento da obra de regeneração e mobilidade do Vale do Cabroeiro.
Desta vez o primeiro empréstimo foi acompanhado de um parecer jurídico de Licínio Lopes, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, que alegou que «o presidente da autarquia pode reagir judicialmente contra deliberações tomadas pelo órgão a que preside quando as considere ilegais, impugnando actos administrativos ou normas regulamentares, pedindo a declaração de ilegalidade por omissão de normas, bem como requerer as providências cautelares adequadas».
Depois desta audição, os vereadores do PSD e do PS, não aprovaram a proposta. A vereadora socialista, Adelaide Campos defendeu que o ponto da ordem de trabalhos não tem dados concretos relativamente aos valores de cada obra prevista.
Adelaide Campos sustenta que e indo ao encontro do parecer de Licínio Lopes, os vereadores estão a ser acusados de fazer ilegalidades, actos não válidos e de dar carta verde ao presidente de fazer o que entender. A socialista defende que esta nova proposta até tem dados diferentes aos que estavam na anterior. Quanto ao empréstimo para a obra da variante, Adelaide Campos considera que não é a altura certa para o fazer, uma vez que o projecto está numa fase inicial e que só deveria ser contraído quando estivesse concluído o processo de expropriações. O vereador do PSD, Carlos Chaves Monteiro também justificou o voto. O social-democrata começou por dizer que há um descontrolo completo daquilo que são os gastos, o que leva o executivo a tentar fazer empréstimos. O vereador do PSD defende que os dois empréstimos são fruto de má gestão e iriam onerar as gerações futuras. Carlos Chaves Monteiro vai mais longe e pede “um cartão vermelho” ao presidente da Câmara da Guarda.
Já o presidente do Município disse que o que aconteceu na reunião do executivo e acerca do sentido de voto dos vereadores da oposição, foi muito grave e impede investimentos na cidade e nas freguesias. Sérgio Costa entende que os vereadores querem provocar uma situação de ruptura financeira nos cofres do Município. Sérgio Costa alertou que aos vereadores também pode ser assacada responsabilidade política. O presidente da autarquia disse ainda que os vereadores do PSD e do PS inviabilizaram a construção da variante dos F`s, uma vez que a obra só pode avançar com um empréstimo. Os vereadores do PSD e do PS não aprovaram a concretização de dois empréstimos de cerca de 17 milhões de euros.
O presidente da Câmara da Guarda voltou a acusar os vereadores de inviabilizarem obras na cidade e nas freguesias.


