O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal e as funcionárias da loja da Modalfa na Guarda promoveram uma concentração à porta da empresa para pedirem o arquivamento de processos disciplinares instaurados aos trabalhadores, o fim da pressão, repressão e assédio laboral e o aumento dos salários

A Rádio F ouviu algumas colaboradoras da Modalfa. Tânia Ambrósio, dirigente sindical do CESP na Guarda e que está no grupo há 13 anos, explica que muitas das funcionárias têm 25 anos de casa e ainda auferem o salário mínimo e acrescenta que a pressão que tem surgido traz problemas graves de saúde a quem trabalha. Esta funcionária e dirigente sindical explica que os processos disciplinares tiveram origem quando uma gerente loja foi obrigada a atribuir notas negativas às trabalhadoras. Como esta colaboradora não acedeu ao pedido da empresa também foi alvo de represálias. Tânia Ambrósio teme que após esta manifestação o mau ambiente possa piorar. Já Sónia Teixeira, que trabalha na Modalfa há 19 anos, diz que, nos últimos 4 anos, tem havido pressões de vária ordem e considera que os processos disciplinares não têm razão de existir.
A Rádio F falou também com Elsa Brás, que foi gerente de loja mas que apresentou um pedido de demissão e a rescindir contrato devido à pressão que lhe era exercida.
Elsa Brás acrescenta que era pressionada para dar notas negativas às funcionárias e também devido aos indicadores de venda. Elsa Brás diz que chegou a um ponto em que não aguentava a pressão e teve de rescindir contrato, apesar de todos os objectivos terem sido atingidos.

O depoimento de várias trabalhadoras da Modalfa da Guarda que ontem fizeram greve e que estiveram numa concentração organizada pelo Sindicato em frente à porta da empresa.
Estas funcionárias pedem o arquivamento de processos disciplinares instaurados aos trabalhadores, o fim da pressão, repressão e assédio laboral e o aumento dos salários.