A direção do clube, liderada por Marco Gonçalves, considerou que não estavam reunidas as condições ideais para apostar no futebol. Depois de um ano no Campeonato de Portugal foram acumuladas algumas dívidas e o clube a Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo não chegaram a acordo com o valor do subsídio a atribuir para esta temporada. O Município apoia a colectividade mas num valor mais reduzido do que em anos anteriores. Ora a poucos dias do sorteio e sem meios financeiros e logísticos, até porque as receitas de bilheteira e do bar não estão garantidas e os jogadores também já saíram para outras equipas, a direcção liderada por Marco Gonçalves decidiu fazer um ano de paragem no futebol sénior. O clube e o Município de Figueira de Castelo Rodrigo reuniram várias vezes e, nas primeiras reuniões, a venda do edifício da sede esteve sempre em cima da mesa, uma vez que, segundo o presidente do Figueirense, a Câmara queria abater no subsidio o valor da venda da sede. A direcção da colectividade não concordou com esta proposta, mas já no último encontro, realizado no início deste mês, foi atribuído um apoio que não se aproxima do de anos anteriores. Marco Gonçalves sabe que os adeptos não vão gostar desta decisão mas reforça que foi difícil optar por um ano de paragem no futebol sénior do Ginásio. O futebol sénior no Ginásio Figueirense pára apenas um ano. Marco Gonçalves justifica que a direcção vai ter mais tempo para preparar a época 2021/2022. Quanto ao edifício da sede não vai ser vendido e até poderá sofrer algumas obras. Marco Gonçalves quer dinamizar a sede e apostar no convívio com os sócios. As portas passaram a estar abertas todas as sextas-feiras entre as 21 e as 23 horas. Para esta temporada, o presidente do Figueirense quer dar continuidade aos projectos dos escalões de formação e realizar outro tipo de actividades.


