O executivo da câmara da Guarda aprovou por maioria, com o recurso do voto de qualidade do presidente, à nulidade do projeto que tinha sido apontado para os terrenos do antigo matadouro no anterior mandato autárquico

Esta é uma polémica que remonta ao ano passado, mais concretamente a uma decisão de 26 de agosto, onde o executivo na altura liderado por Chaves Monteiro, assinou um memorando de entendimento com um grupo empresarial que previa, dito na altura pelo então autarca, a construção de um Hospital Privado. Uma proposta que sempre foi rejeitada pelo então vereador Sérgio Costa, e que agora, no papel de presidente reafirma que este era um negócio ruinoso para o erário público e que a proposta, de Hospital nada tem. Perante tais dúvidas, o atual executivo decidiu pedir pareceres à CCDR e aos técnicos da autarquia e decidiu pedir a nulidade do memorando de entendimento entre o grupo económico e a câmara da Guarda, sobre a cedência dos terrenos do antigo matadouro. Sérgio Costa argumenta que o negócio foi pouco transparente e entregue por ajuste direto a uma empresa que ninguém conhece na Guarda.

Já os vereadores do PSD votaram contra esta decisão do pedido de nulidade, Chaves Monteiro argumentou que os pareceres da CCDR Centro, não revelaram qualquer irregularidade no negócio. O Social Democrata diz que a decisão do pedido de nulidade apoia-se num parecer de um técnico da autarquia, argumento que não convence Chaves Monteiro. O vereador da oposição diz que o atual autarca ficará vinculado «como o coveiro de um projeto estruturante para a Guarda»

Perante estas declarações o presidente da câmara disse que irá remeter todo este dossier, para o Ministério Público e para as respectivas instâncias inspetivas do país. O autarca mostra-se certo de que esta é melhor decisão para o erário público. Sérgio Costa diz que esta é uma decisão é sustentada pela autarquia e que os pareceres da CCDR nada concluem. Sérgio Costa teve que recorrer ao voto de qualidade como presidente, para aprovar este ponto, isto porque o PSD votou contra e o PS absteve-se. O vereador socialista justificou o sentido de voto, pelas eventuais indemnizações que esta decisão possa vir acarretar, mas garante que do ponto de vista politico, o Partido Socialista sempre se opôs a este negócio.