Foram aprovadas por maioria, mas com os votos contra dos vereadores do PS, as contas de 2019 da Câmara da Guarda

A socialista, Ana Cristina Correia, disse aos jornalistas, no final da reunião do executivo que as contas da autarquia estão a degradar-se de ano para ano, acrescentando ainda que a Câmara se tornou num sorvedouro de dinheiros dos contribuintes.

Ana Cristina Correia acrescentou que o aumento das receitas em 2019 é fruto do aumento do IMI e de outros impostos e referiu ainda que este executivo não tem qualquer obra que possa ser referida como um marco na governação. Na leitura de um comunicado, a vereadora socialista disse ainda que a redução da dívida em 2019 é inferior à redução do ano transacto e que o prazo médio de pagamento duplicou. Ana Cristina Correia adiantou que a dívida a terceiros aumentou, tal como as provisões, num valor de quase 1 milhão de euros.

A socialista fez ainda referência das obras de despoluição dos rios diz e noéme e do orçamento participativo, com execuções de 10 e 8 por cento, respectivamente.

Na resposta, o presidente da Câmara da Guarda, Carlos Chaves Monteiro considerou que as críticas dos vereadores do PS são um ultraje à gestão da autarquia, uma vez que, por exemplo, no caso dos prazos de pagamento estão muito abaixo da média dos municípios portugueses.

Carlos Chaves Monteiro adiantou que as execuções orçamentais estão entre os 80 e os 90 por cento e que o Município tem uma capacidade de endividamento, algo que não acontecia em 2013, o que levou, diz o autarca, empresas à falência, porque a Câmara não pagava aos fornecedores.

O presidente da Câmara da Guarda diz que o Município tem apoiado a economia local porque paga a tempo e horas e que a dívida deixada pelo partido socialista tem sido amortizada, em média, nestes últimos anos, mais de 2 milhões e meio de euros.

A concluir, Carlos Chaves Monteiro diz que partido socialista está fora da realidade e está a mentir aos guardenses.