A Unidade Local de Saúde da Guarda (ULSG) registou a maior entrada de médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar (MGF) dos últimos anos, com a integração de 13 novos profissionais desde o início de 2026.. Este reforço representa um marco fundamental para a instituição, visando melhorar a acessibilidade e a qualidade da resposta assistencial à população do distrito. De acordo com Bruno Morrão, Diretor Clínico para os Cuidados de Saúde Primários da ULS Guarda, estes 13 médicos são recém-especialistas que ingressam nos quadros da instituição através de contratos em funções públicas, e não por prestação de serviços. O Diretor Clínico sublinha que, em termos de valor absoluto, esta é possivelmente a maior entrada de médicos de família de que há memória na unidade. Os novos clínicos foram distribuídos por várias unidades de saúde da região:
Seia: 2 médicos para a USF Serrana; Gouveia: 1 médico para a USF Gouveia; Fornos de Algodres: 2 médicos para a UCSP; Pinhel: 2 médicos para a UCSP; Celorico da Beira, Trancoso, Sabugal e Almeida: 1 médico para cada UCSP/USF correspondente; Guarda: 1 médico para a USF Carolina Beatriz Ângelo.
Para além de preencherem listas de utentes que se encontravam a descoberto, estes profissionais vêm permitir uma renovação geracional necessária, substituindo colegas que se reformaram ou que pediram mobilidade. Bruno Morrão destaca que a entrada de médicos tão jovens pode garantir a estabilidade dos cuidados de saúde primários em algumas regiões para os próximos 20 a 30 anos, caso estes se fixem na região.
Apesar do reforço significativo, o Diretor Clínico admite que ainda existem situações complexas por resolver. Figueira de Castelo Rodrigo é apontada como a situação mais crítica neste momento. Existem também carências em concelhos como Trancoso e Vila Nova de Foz Côa, onde se depende de médicos em regime de pós-aposentação, e na Guarda, onde ainda restam utentes sem médico de família atribuído.


