O espaço escolhido para acolher a Oficina ATO corresponde às antigas Galerias Charlot, localizadas na rua Francisco Passos, conhecida como a rua direita. As instalações encontravam-se devolutas, e perante este cenário, a Junta de Freguesia da Guarda identificou uma oportunidade estratégica para reabilitar o imóvel e convertê-lo num ponto de atração que traga novos públicos e dinamismo ao comércio de proximidade. Segundo o Presidente da Junta de Freguesia da Guarda, Carlos Chaves Monteiro, o projeto nasce numa simbiose entre a autarquia e o tecido associativo, facultando as condições necessárias para que os criativos possam sediar e desenvolver os seus projetos artísticos.
O conceito fundamental da Oficina ATO assenta na criação de pontes entre os produtos tradicionais e as novas tecnologias, vendo nos jovens criativos os atores ideais para concretizar essa ligação intergeracional e concetual, para um ecossistema diversificado de artistas e projetos locais.
Numa primeira fase de funcionamento, o espaço envolve mais de 50 a 60 artistas e várias entidades representativas da região. A estrutura disponibiliza sete lojas distintas, acolhendo projetos coletivos e individuais que abrangem diversas vertentes artísticas e artesanais.
A programação da Oficina ATO prevê a realização regular de workshops e atividades de interação com o público, como explica Carlos Chaves Monteiro.
A concretização da Oficina ATO assentou num modelo de gestão direta e na otimização dos recursos da Junta de Freguesia. A totalidade dos trabalhos de reabilitação e adaptação das instalações foi executada por funcionários da Junta de Freguesia da Guarda, em colaboração com o Estabelecimento Prisional da Guarda, o qual disponibilizou mão de obra prisional para a execução das empreitadas.


