O processo de revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) continua no centro do debate político. Após as críticas do Presidente da República, que afirmou na Guarda que “quase nada foi investido” dos 155 milhões de euros prometidos após os incêndios de 2022. Sérgio Costa, presidente da Câmara da Guarda e líder da AMPNSE, disse ontem, na reunião de câmara, que o nível de execução “é ainda pouco” e que “ninguém esconde” essa realidade.
Contudo, destacou que, pela primeira vez, o caminho está a ser trilhado, apontando para a assinatura recente de contratos-programa. De acordo com Sérgio Costa, os seis municípios que compõem a associação (Celorico da Beira, Covilhã, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia) já cumpriram a sua parte técnica. Foi entregue à tutela o mapeamento detalhado dos projetos concretos, identificando o que fazer, onde intervir e em que eixos do plano se enquadram para que o Governo aponte as fontes de financiamento.
Face ao atraso acumulado, a AMPNSE apresentou um calendário de quatro anos para a execução integral do que resta do plano. Os autarcas argumentam que, se o plano inicial previa quatro anos de vigência e apenas 12% foi realizado, são necessários pelo menos mais quatro anos para concluir os investimentos de forma planeada.
A Associação de Municípios do Parque Natural da Serra da Estrela (AMPNSE) confirmou que a execução do plano de recuperação PNSE ronda atualmente apenas os 12% e exige o cumprimento programa durante os próximos a quatro anos.


