No documento apresentado pelo Presidente da Assembleia Municipal da Guarda, José Relva, a candidatura é definida com o propósito de afirmar a Guarda como cidade e território de referência no panorama cultural nacional, valorizando a sua identidade histórica, patrimonial, rural, urbana e transfronteiriça. A moção estabelece como metas o reforço da articulação entre cultura, educação, turismo, inovação, inclusão e desenvolvimento local, assim como o estímulo à criação artística, à fixação de talento e ao fortalecimento do tecido associativo e dos equipamentos culturais. A proposta defende igualmente uma programação cultural descentralizada, participada e acessível, promovendo a cooperação com municípios, universidades, escolas e parceiros ibéricos. O objetivo estratégico passa por consolidar um ecossistema cultural que garanta, após 2028, um legado duradouro na vida cultural, social e económica da Guarda, assumindo a cultura como um eixo agregador de mobilização coletiva.
Durante o período de debate, Ricardo Neves de Sousa, deputado do PSD na Assembleia Municipal, foi o único membro do órgão a pronunciar-se sobre a moção. Na sua intervenção, subscreveu a importância da iniciativa por considerá-la de elevado mérito, destacando que o propósito essencial é partilhado por todos, acima de eventuais divergências pontuais. No entanto, o deputado social democrata deixou o reparo de que seria desejável uma articulação mais próxima entre o executivo e a oposição, com a facultação atempada de documentação e informação para melhor fundamentar e dar robustez ao apoio de todas as bancadas.


