O estudo que foi desenvolvido para o concelho da Guarda e que visa melhorar, inovar e conjugar a saúde com o serviço de apoio domiciliário prestado aos idosos para que os utentes possam ficar por casa, evitando a institucionalização.
A iniciativa uniu a Federação das Instituições de Terceira Idade que está integrada na Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), o Centro de Dia e Lar de Santa Ana de Azinha e o Município da Guarda, que financiou o projeto.
O diagnóstico, elaborado pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, aponta para a necessidade de qualificar e transformar progressivamente a rede existente para que continue a responder, com proximidade, às necessidades que estão a emergir.
Carla Ribeirinho, coordenadora do estudo, realçou que no concelho da Guarda já há algum trabalho realizado, mas acrescentou que ainda há muito que pode ser feito, A falta de respostas à solidão das pessoas ou o acompanhamento a idosos quando necessitam de sair de casa, são duas lacunas apontadas.
A responsável pelo estudo apontou que há melhorias a fazer no apoio domiciliário, nomeadamente o trabalho em rede, a questão do financiamento, a teleassistência e a inovação social. Carla Ribeirinho também reconheceu que as instituições necessitam de mais apoio e também de recursos humanos, que muitas vezes não existem.
Já o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, salientou que o concelho é um território de baixa densidade, com população dispersa e que é necessário desenhar respostas. O autarca destacou o papel reconhecido e relevante da rede de apoio domiciliário existente no concelho com 36 instituições, presentes em 31 freguesias, mas 12 não têm resposta instalada.
Sérgio Costa assinalou que não é por falta de vontade das instituições que não há uma maior resposta no terreno e frisou que o estudo aponta vários constrangimentos como são o caso das distâncias, os tempos de deslocação, o custo do transporte e a dificuldade de fazer várias visitas no mesmo dia. Sérgio Costa prometeu levar pessoalmente os resultados do estudo à tutela governamental para que um bom exemplo da Guarda se transforme numa boa política pública para o país.


