Em cima da mesa estiveram esclarecimentos, retificações e alterações ao procedimento do concurso público, que motivaram críticas do Partido Socialista (PS). O vereador do PS, António Monteirinho, criticou a frequência com que o projeto tem sido levado a reunião de câmara. O vereador referiu que, nos últimos quatro ou cinco meses, o tema surge quase “todas as semanas” para aprovar alterações, concursos, anulações de concursos e pedidos de esclarecimento. Perante este cenário de constantes impasses, o socialista apelidou o projeto de “Museu dos Dissabores”, sugerindo ironicamente que este deveria ser o seu nome oficial devido às extremas dificuldades na sua concretização.
De acordo com António Monteirinho, a grande quantidade de discussões em reunião de câmara prende-se, frequentemente, com questões de pormenor. O vereador apontou também responsabilidades ao projetista pelas dúvidas surgidas, revelando que este chegou a recusar-se a responder, ou não respondeu em tempo oportuno, às dúvidas dos concorrentes.
O Presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, rejeitou as críticas políticas, classificando o processo como “uma decisão puramente técnica” que “de política não tem nada”. Sérgio Costa garantiu que todas as dúvidas foram esclarecidas em tempo útil, sem qualquer penalização nos prazos do concurso.
Contudo, o presidente da câmara admitiu que o maior desafio da obra de 3 milhões de euros reside na falta de financiamento, que não se encontra assegurado neste momento. Apesar desta incerteza financeira, Sérgio Costa sublinhou que a empreitada é fundamental para a reutilização do centro histórico da Guarda.


